Francisco Louçã e Marcelo Rebelo de Sousa debatem na Internet

No Sol:

O YouTube tornou-se num novo espaço de discussão política. Nos últimos dias, o líder bloquista e o mediático social-democrata trocaram na Internet argumentos sobre a pergunta do referendo de 11 de Fevereiro

O YouTube, revolucionário site que disponibiliza alojamento grátis para vídeos amadores, serve agora também de espaço alternativo para o exercício da democracia. Em plena campanha para o referendo à despenalização do aborto, multiplicam-se os vídeos sobre a temática.

Uma pesquisa breve permite encontrar diversos filmes, entre material de campanhas de outros países (contendo imagens chocantes e de veracidade duvidosa), pequenos clipes produzidos por movimentos portugueses e até sketches humorísticos do Gato Fedorento.

No meio de cada vez maior oferta, ganham protagonismo as intervenções de Marcelo Rebelo de Sousa e Francisco Louçã.

A 21 de Janeiro, o antigo líder do PSD surgiu no YouTube pela mão do espaço Assim Não, explicando as razões do voto contrário à proposta socialista (ver vídeo).

Marcelo declarava então que se referenda uma «pergunta mentirosa», pois entende que a proposta do partido da maioria prevê «uma liberalização» do aborto, algo para lá da despenalização.

«A mulher passa a poder abortar porque sim (…) sem que ninguém a convide sequer a reflectir», argumenta o social-democrata.

Dias depois, Francisco Louçã entrou no debate para frisar «a evolução» de Marcelo (ver vídeo). O dirigente bloquista recordou a posição social-democrata de 1998, declarando que o partido se opunha «a qualquer forma de aborto, mesmo em caso de violação».

Louçã saúda o facto de Marcelo deixar de defender a condenação de quem aborta, mas critica que não seja permitido à mulher «escolher o momento em que tem uma gravidez».

Um dia depois, Marcelo volta a surgir no YouTube para reforçar o argumento apresentado (ver vídeo). O social-democrata volta a afirmar que a pergunta do referendo nasce de uma lei que prevê «a liberalização» e a não a despenalização que diz defender.

Marcelo recorda então as iniciativas de Freitas do Amaral e Rosário Carneiro, que sugeriam a suspensão da possibilidade de julgamento das mulheres que abortam, e acusa PS, PCP e BE de não quererem apenas a despenalização que, no seu entender, poderia já ter sido votada.

«A liberalização entra agora pela janela, com esta pergunta. Isto é gato por lebre», afirma Marcelo, que conta com o maior número de espectadores.

A menos de um mês do referendo, o debate aquece nos mundo real e no virtual.

pedro.guerreiro@sol.pt

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